As causas da dependência são diversas e podem incluir o uso recreativo de substâncias, fatores genéticos, ambiente, transtornos mentais e falta de habilidades de enfrentamento saudáveis. É essencial abordar essas causas de forma holística e oferecer suporte adequado às pessoas que lutam contra a dependência química. A prevenção, a educação e o tratamento são fundamentais para combater esse problema e ajudar os indivíduos a se recuperarem e reconstruírem suas vidas.
Assim, consideramos que é preciso ter atenção para não valorizarmos nem estigmatizarmos o consumo de substâncias psicoativas, examinando-o sempre na perspectiva do contexto social e individual no qual ele ocorre (Cunda & Silva, 2014). Felizmente, existem várias opções de tratamento disponíveis para ajudar as pessoas a superar a dependência química. Isso inclui terapias individuais e em grupo, programas de reabilitação, medicamentos e apoio contínuo.
Dificuldade em controlar o uso
Não existem evidências de que traços de personalidade estão relacionados ao abuso e dependência de substâncias. Se a pessoa tem um acesso muito facilitado, as chances de desenvolver um vício são maiores. Morar em uma região onde há muito consumo de drogas ou andar em grupos sociais nos quais o consumo é alto são fatores importantes.
Sintomas da dependência química
Por esse motivo, neste post, vamos explorar os motivos da dependência e os tratamentos mais eficazes. Continue lendo para descobrir como superar essa condição e retomar o controle da sua vida. Sim, superar uma dependência é possível através de tratamentos especializados, suporte emocional e a realização de mudanças comportamentais significativas. Drogas são substâncias psicoativas, ou seja, que agem no sistema nervoso central, alterando a função cerebral trazendo mudanças no comportamento, humor, percepção, entre outros. Portanto, ela não deve ser tratada como uma fraqueza para uma pessoa, e afirmar que é possível se livrar da dependência sozinho é um erro que muitas pessoas cometem, minimizando a dificuldade de tratamento que é esse problema.
Passa a ser explícita a correspondência entre o jogo patológico e as perturbações aditivas. Esta condição era descrita como a presença de um impulso irresistível a participar num ato prejudicial ao próprio e aos outros, existindo aumento de tensão antes do ato, prazer ou alívio durante o mesmo e sentimentos de culpa ou arrependimento depois (Petry, 2006). À data, foram propostos 7 items que enfatizavam a influência negativa destes padrões de comportamento ao nível da dinâmica pessoal, familiar e laboral, bem como no domínio financeiro (Temcheff et al., 2011; Reilly & Smith, 2013). Seguiram-se revisões e novas edições do DSM que, obedecendo à evolução da evidência científica, reviram os critérios, de forma a espelhar as semelhanças com o Diagnóstico de Dependência de Substâncias (Reilly & Smith, 2013).
Essa doença também carrega uma carga de preconceito, uma vez que o dependente químico muitas vezes é visto como uma pessoa fraca e com pouca força de vontade. A dependência química é uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que também é considerada como um transtorno mental, por uma reação química do metabolismo do corpo. O usuário é aquele que introduz a droga numa série de objetos, fazendo dela apenas mais um objeto de consumo (cerveja, cigarro, café, remédio etc.). O toxicômano, de outro modo, usa a droga como um objeto exclusivo que impede qualquer outro laço social, estabelecendo uma relação de exclusividade com ela (Pereira, 2008). O sujeito toxicômano é, ainda, aquele que segue a lógica hipermoderna, na qual o valor máximo é o consumo, sendo, portanto, compreendido como um bom consumidor (Romanini & Roso, 2012). Isso se aproxima da leitura realizada por Lipovetsky (2004), segundo a qual, nos tempos hipermodernos, o que é de fato valorizado são as experiências de consumo.
Tratamentos para Transtornos em São Paulo: Saúde Mental
A abstinência torna-se um ciclo difícil de quebrar, pois o medo e o desconforto desses sintomas levam a pessoa a usar a droga novamente para ter alívio imediato. A fissura, também conhecida como craving, é uma necessidade intensa e urgente de consumir a substância da qual a pessoa é dependente. Esse desejo pode surgir de repente e ser desencadeado por gatilhos, como situações, lugares ou emoções que a pessoa associa ao uso da droga. Os tipos mais comuns incluem dependências emocionais, químicas, comportamentais e tecnológicas, cada um apresentando sintomas e necessidades de tratamento diferentes. A dependência envolve uma relação de necessidade em que o indivíduo não consegue funcionar sem a presença de outra pessoa ou substância.
É comum que aqueles que sofrem desta perturbação ponham em risco o seu trabalho, contraiam grandes dívidas e mintam ou violem a lei para obter dinheiro e evitar o pagamento das suas dívidas. Por norma referem um ímpeto intenso de jogar, o qual é difícil de controlar, assim como uma preocupação com ideias e imagens do ato de jogar e das circunstâncias que lhe estão associadas. As referidas preocupações e ímpetos surgem frequentemente em períodos de maior stress (SICAD, 2017). O autor lembra que a dependência se manifesta em qualquer comportamento em busca de um prazer temporário ou alívio momentâneo da dor, mesmo que traga consequências negativas, como é hoje debatido o vício em jogos de apostas online ou de telas.
O tratamento na clínica começa com uma avaliação detalhada para entender as tratamento de alcoolismo e internação involuntária necessidades individuais do paciente. Utilizando abordagens como desintoxicação supervisionada, terapias individuais e em grupo e atividades ocupacionais, o hospital proporciona um ambiente seguro e acolhedor. Em geral, inicia-se pela redução de danos, uma estratégia usada quando a pessoa não aceita ajuda imediatamente. Nesse estágio, profissionais de saúde trabalham para minimizar os males causados pela substância, enquanto continuam a oferecer suporte e orientação. Esses sinais físicos e psicológicos são uma resposta do corpo à ausência da substância à qual ele se acostumou.
A substância mais consumida dentre elas foi a Cannabis, com cerca de 11,7 milhões de usuários em algum momento da vida, seguida pela cocaína (4,6 milhões) e solventes (4,2 milhões). Outras drogas e medicamentos usados sem prescrição médica ou de forma diferente daquela receitada também foram apontadas pelo estudo. Os tratamentos e terapias disponíveis para dependência são variados e podem incluir desde terapias comportamentais até medicamentos. Abordagens como a terapia cognitivo-comportamental são eficazes ao tratar comportamentos aditivos, ajudando os indivíduos a modificar padrões de pensamento e comportamento. É de extrema importância que a pessoa não volte a fazer o uso da droga em nenhuma ocasião, pois isso pode ocasionar recaídas e trazer novamente à tona boa parte dos sintomas que caracterizam a dependência química. Justamente por isso, o transtorno não possui uma cura definitiva, pois o quadro de dependência química já foi desenvolvido.
Equipes especializadas para receber, acolher e tratar esses pacientes são imprescindíveis para que o tratamento seja realizado de acordo com as necessidades do dependente químico. A Síndrome de Abstinência consiste em crises sintomáticas decorrentes da falta do uso de uma substância, como náuseas, enxaquecas, tremores, delírios e/ou alucinações. A pessoa apresenta um forte incômodo por conta da falta da substância com a qual o seu organismo estava acostumado. As características das crises variam com a droga consumida e podem afetar o organismo do ser humano como um todo. Em relação à saúde, neurônios que garantem um bom funcionamento da atividade cerebral podem sofrer lesões irreversíveis, diminuindo a capacidade de pensar e/ou raciocinar.
A dependência química é um transtorno mental caracterizado pela dependência de um indivíduo a substâncias químicas. De acordo com Pereira (2008), há uma relação entre os termos farmacodependência e dependência química; ambos seriam utilizados para designar a dependência estritamente biológica. Por exemplo, o conceito de farmacodependência estabelecido pela OMS (1974) abrange tanto a dependência física quanto a psicológica, por meio da interação entre o organismo e uma substância psicoativa.
O médico é também um defensor do uso de substâncias psicodélicas para o tratamento do vício, e vem estudando isso como forma de terapia para traumas vividos e que tem efeitos também sobre o vício. A dependência é uma condição caracterizada por um comportamento compulsivo em relação a uma substância ou atividade, levando à perda de controle. Ela pode se manifestar através do uso excessivo de drogas, álcool, ou até mesmo comportamentos como jogos de azar. Já a internação em clínicas privadas geralmente acontece de forma particular ou por planos de saúde e, nelas, a pessoa com problema com substância é inserida num programa de tratamento.